Então, oi.
Eu fiquei quase um mês sem escrever porque bem, eu tenho preguiça e outras coisas foram mais relevantes nesse meio tempo.
Principalmente, como o Raul percebeu, a porra do meu video-game novo.
O PS3 é um belo exemplar do design limpo e elegante que domina a presente geração em termos de “video-games”. Uma máquina aerodinâmica e esguia, que por baixo de seu capô esconde não menos do que uma das maiores potências do mundo dos hardwares, com um processador Cell e blá-bá-blá.
Bela merda. O problema é quando inventam um jogo legal pra isso. Bem, inventaram GTA IV (o famoso “murder simulator” que a Fox News tanto fala nos EUA) e a razão pra eu comprar um videogame novo. E por isso, eu estive fora de mim durante meu tempo livre recente.
Estive vivendo a pseudo-saga de um imigrante dos balcãs que não sabe fazer nada além de matar e – fugindo disso – vai para Liberty City, e enfim, tem que fazer a única coisa que sabe de fato fazer para viver. Como eu disse, matar.
E roubar. E derrubar helicópteros com lança mísseis. E dirigir bem rápido com carros esporte. Bêbado é mais legal, aliás.
Depois de 40 horas (umas duas semanas) acabei a coisa toda. E devo dizer que, não só um dos jogos mais bonitos já feitos (ainda vou gastar mais umas 15 explorando e simplesmente admirando os cenários e a interação que você tem com eles), é também um dos melhores roteiros já escritos para os games. Claro, todos os jogos da Lucasarts, que praticamente inventaram história em games ainda serão um empecilho, ou melhor um parâmetro, para se escrever bons diálogos e história num jogo.
Mas GTA IV consegue ainda assim ser um novo marco. Os personagens são cativantes pra caralho e realmente verdadeiros (com a licença de que vivem num universo caricato, como sempre foi o dos jogos do GTA).
Eu joguei todos, é o melhor. E eu exagero pra caralho – o jogo tem muita coisa irritante – mas finalmente dá pra olhar pra um video-game mainstream e dizer: puta-merda, isso é uma obra de arte.
Em termos de humor, de qualidade de diálogos e crítica social, de ambientação, personagens, clima, dá pra ficar com medo de fazer cinema. Quer dizer, essa merda vale mais dinheiro, dura mais tempo e ainda dá a sensação de vitória pro espectador/jogador a cada missão realizada. E é bem-feita demais.
Fora que eu não simpatizo com nenhum herói de ação recente. Já Niko Belllic dá um cacete em qualquer Will Smith, Bruce Willis ou Matt Damon.
Obviamente. Eu não estou assistindo a um filme. Como Niko Bellic, eu faço a porra do filme como eu bem entender.
Enfim, eu avisei que ia ser nerd.
E foi mesmo, caralho, como foi.
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